
Autor: Santo Agostinho |
Autor: Teodoro Baztán, OAR |
Autor: Lucilo Echazarreta Sarabia |
Certo é, Agostinho, que tu nos convocas à vida interior; a essa vida que nossa educação modera, totalmente projetada para o mundo exterior, deixa enfraquecer, produzindo em nós fastio. Nós já não sabemos recolher-nos; não sabemos meditar; não sabemos orar.
Se conseguimos entrar em nosso espírito, nos enclaustramos internamente e perdemos o sentido da realidade exterior. E, se nos lançamos fora, perdemos o sentido e o gosto da realidade interior e da verdade que só nos revela a janela da vida interior. Já não sabemos manter a justa relação entre a imanência e a transcendência; não sabemos encontrar a senda da verdade e da realidade, porque esquecemos seu ponto de partida, a vida interior, e seu ponto de chegada, Deus.
Agostinho, espolia-nos a nós mesmos; ensina-nos o valor e imensidade do reino interior; recorda-nos aquelas tuas palavras: "Subirei por meio da alma..."; implanta, enfim, em nossas almas teu próprio apaixonamento: "Oh verdade, Oh verdade, que suspiros tão profundos subiam a ti do mais íntimo de minha alma".
Agostinho: seja nosso mestre de vida interior; faz com que, recuperando-a, recuperemos a nós mesmos; que, de novo em posse de nossa alma, possamos descobrir dentro dela o reflexo, a presença e a ação de Deus, e que, dóceis ainda ao mistério de sua graça, possamos alcançar a sabedoria: com o pensamento, a Verdade; com a Verdade, o Amor; com o Amor, a plenitude da Vida, Deus.
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