
Autor: Santo Agostinho |
Autor: Teodoro Baztán, OAR |
Autor: Lucilo Echazarreta Sarabia |
Tarde vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei!
Eis que estáveis em meu interior, e eu lá fora, a vos procurar!
Eu, disforme, me lançava à beleza das criaturas que criastes.
Estáveis comigo, e eu não estava convosco.
Retinham-me longe de vós o que não existiria se não existisse
em vós.
Vós me chamastes, gritastes por mim, e vencestes minha surdez.
Cintilastes, e vosso esplendor afugentou minha cegueira.
Exalastes vosso perfume, aspirei-o, e agora suspiro por vós.
Eu vos saboreei, e agora tenho fome e sede de vós.
Tocastes-me, e o desejo de vossa paz me inflama.
(Confissões 10, 27, 38)
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