
Autor: Santo Agostinho |
Autor: Teodoro Baztán, OAR |
Autor: Lucilo Echazarreta Sarabia |
1. Senhor Jesus,
sois conosco a videira que o agricultor cuida;
a Igreja que rebrota, a cada primavera,
com seiva de novas graças e novos carismas;
a videira que nutrira os anseios de verdade
de nosso Pai Santo Agostinho e de seus primeiros monges.
Bendito sejais, Senhor!
2. Senhor Jesus, que, com o anúncio da vossa palavra,
comovestes o coração dos primeiros frades recoletos
para que se submetessem com entusiasmo à poda
e chegassem a ser ramos que dessem maior quantidade
e melhor qualidade de frutos.
Bendito sejais, Senhor!
3. Somos ramos que corremos o perigo de nos secarmos
quando nos afastamos de nós mesmos e de vós.
Aumentai em nós o desejo de estar convosco,
de prolongar a nossa oração a toda a hora
para que, ao regressardes da vossa dolorosa oração ao Pai,
nos encontreis despertos, com o nosso interior enriquecido,
capaz de guiar, na noite escura deste mundo,
os nossos irmãos, as mulheres e os homens,
que se deixam conduzir por luzes de extravio.
Bendito sejais, Senhor!
4. Que as nossas irmãs agostinianas recoletas,
sem estarem no horto, nem no templo a pregar,
nem a defender os pobres, nem a servir os irmãos,
mas recolhidas, como Maria, a contemplar,
impetrem do Pai a graça
para aquele que luta, que prega, defende e serve.
Bendito sejais, Senhor!
5. Senhor Jesus,
convosco somos a videira, que, a cada manhã, visita o agricultor.
Nutri com a seiva que fortifica e enamora
os nossos novos irmãos e irmãs, que chegam e se nos enxertam,
que descobriram, pela primeira vez, o amanhecer da sua vocação,
que a querem viver guiados pelo magistério de Agostinho
e pelo exigente inconformismo da Recoleção,
e crescem vacilantes na sua entrega.
Tirai-lhes o medo e dai-lhes a ousadia e a perseverança.
Bendito sejais, Senhor!
6. Senhor Jesus, convosco somos a videira
que, ao meio dia, o agricultor encontra sob a inclemência do sol,
com a tristeza de ver-se enrugada e de casca endurecida
ou com o vigor fortalecido pelo seu frescor interior,
na ansiosa e gozosa espera de se verem vencidos seus ramos
por causa do peso dos vindouros frutos.
Homens e mulheres, agostinianos recoletos e agostinianas recoletas,
tanto os que vos seguem na vida consagrada
como os que vos fazem presente no mundo e o transformam como leigos:
todos os que querem permanecer em vós,
mesmo em meio às debilidades e quedas.
Bendito sejais, Senhor!
7. Não permitais que se sequem para o fogo;
dai-lhes seiva para que se façam Evangelho que atinja
os longínquos rios e os intransitáveis caminhos,
as salas de aulas e as cátedras, os lares e templos,
o hospital e o convento,
o marginalizado, o imigrante,
o idoso que de tanto afeto necessita
e o enfermo em favor do qual todo o cuidado é pouco.
Bendito sejais, Senhor!
8. Senhor Jesus,
convosco e na Igreja somos a videira,
ramos que desejam a visita vespertina do agricultor,
idosos que agradecem a tardia e fraterna carícia do sol poente,
quando, depois da vindima e uma vez oferecidos os frutos ao lagar,
esperam desfrutar do vinho novo.
Bendito sejais, Senhor!
9. Senhor Jesus, que sois a videira verdadeira,
Cuidai dos ramos que, na noite escura,
feridos pelos frios e pelos ventos contrários,
nos oferecem, sem cessar, um testemunho
nunca atraiçoado, sempre fiel a vós e à vossa Igreja:
daqueles que guardaram os vossos mandatos e permanecem no vosso amor.
Bendito sejais, Senhor!
10. Senhor Jesus, bendito sejais,
por aqueles que deram fruto copioso e são a glória do Pai:
por Maria Santíssima, que nos consola e ilumina,
por São José, seu Esposo,
por Santo Agostinho, nosso Pai,
pelos mártires do oriente e do ocidente,
por São Nicolau, Santa Rita, Santo Tomás e Santo Ezequiel,
e por todos os santos,
que nos ajudam a guardar a alegria que nos dais e que um dia será plena.
Bendito sejais, Jesus!
Bendito sejais, Senhor!
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